A ARTE DE ESCOLHER
Por Eudosia Acuña Quinteiro

Alguns dos nossos problemas começam por saber ou não escolher os destinos da nossa existência.
Sempre que somos chamados a escolher, o delírio se aproxima, e, com a nossa anuência, passamos ao desejo do mais caro, o que chama mais a atenção, assim ninguém deixa de ver, claro!

A ARTE DE ESCOLHER
Por Eudosia Acuña Quinteiro

Alguns dos nossos problemas começam por saber ou não escolher os destinos da nossa existência.
Sempre que somos chamados a escolher, o delírio se aproxima, e, com a nossa anuência, passamos ao desejo do mais caro, o que chama mais a atenção, assim ninguém deixa de ver, claro!
Se é para escolher, já se escolhe o maior, o mais enfeitado, o mais cheio de brilho e com certeza o que vai causar mais inveja.
Saber escolher está muito mais próximo do bom senso e da simplicidade do que do exibicionismo. Saber escolher pode ser a diferença entre ser feliz ou não.
A escolha que se nos apresente, deve passar pelo crivo da razão e jamais pelo delírio da vaidade. O importante é escolher o que realmente nos agrada, fugir do império escravagista da moda ou, o que é bem pior, efetuar a escolha visando o que os outros vão dizer, admirar ou invejar...
Os outros levam apenas um instante para admirar ou invejar algo que talvez tenhamos que carregar, sem gostar, por tempo demasiado, causando-nos muita dor. Escolher o que não se gosta, para atingir terceiros é renomada bobagem.
Se é possível escolher, vamos, então escolher o que realmente nos agrada, sem qualquer pudor ou constrangimento de ser autêntico no ato da escolha.
Creio que todos conhecemos pessoas suficientemente infelizes por ter feito uma péssima escolha, e quando inquiridos por tal opção não conseguem lembrar-se o motivo de escolha tão catastrófica! Falam em impulso, de falta de juízo, mas efetivamente não sabem. Outros admitem que deveriam ter sido mais prudentes, talvez ter pensado melhor. Poucos, efetivamente poucos, admitem o equívoco de ter realizado uma escolha, pressionados pela própria vaidade, pelo desejo incontrolável de aparecer. E, pelo fugidio momento de aparente vitória, amargam pelo caminho do tempo e da vida a falta de felicidade pela escolha inadequada.
Quando se trata de escolher, e se Deus nos dá essa oportunidade, escolhamos com o coração, com a mais pura sinceridade da nossa alma. Escolhamos sem alarde, sem querer ser melhor do que os outros, sem querer fazer raiva ou causar inveja a alguém.
Usemos da arte de escolher o melhor segundo o nosso real desejo, com toda a singeleza e com muita vontade de ser muito, mas muito feliz.